Things that make you go “Eu é mais bolos”.

Aquele momento em que a dona do café onde costumas ir vos interpela: “Já repararam no arranjo que eu fiz? Não gostam? São cactos. Adoro cactos! Gosto de todos os cactos, mas adoro estes. E quando tiver mais cactos vou ali pôr mais. Adoro cactos! Este cacto dá flor. Este cacto também. Este não devia, está a tirar a força toda à raiz. Adoro cactos! Era para montar uma loja de flores, mas depois pensei que me sujava as unhas, por isso desisti e agora bem arrependida estou. Era dondoca, agora já não dou importância a isso. Adoro cactos!”

2016: quinta semana

Missões cumpridas:

– Finalmente tenho o meu carro de volta. A independência que ele me/nos traz…

– A impressora também está de volta, como nova [porque foi substituída].

– Depois de tanto trabalho, fotos de conjunto com sorrisos rasgados. Tornar os outros felizes faz-nos a nós mais felizes. Por vezes estou eu a pensar que é “só uma coisinha” e depois é tão mais que isso. E mais ainda.

– Experimentei mais um restaurante novo e ainda por cima gostei.

Missões por cumprir:

– À quinta semana, vale a pena voltar a referir a falta de exercício físico?

– Escrever mais aqui.

– Ir tratar de umas comprinhas para preparar a próxima semana, que promete.

À minha volta [as coisas em que mais penso / que mais me afetam]: Zika. Tirando isso, do início ao fim da semana, à custa de três episódios – chamemos-lhe da “surpresa”, do “bolo” e do “posso mas não quero” aprendi uma coisa fundamental: é preciso saber ser feliz.

O meu carro é lindo!

Já voltou: coisa mais linda. E se eu alguma vez imaginava a falta que me ia fazer…

Não que não seja divertidíssimo andar um mês dependente da companhia dele [@ dias tão bons, mas dependentes da sorte dos horários] e conduzir três dias num carro de substituição em que me aconteceu de tudo – de ficar com a bola das mudanças na mão, a enrolar o tapete por baixo de um dos pedais, ou a não conseguir destravar o carro. Mas pronto, estava mesmo a precisar de voltar à minha doce rotina.

Agora podíamos só mudar um bocadinho a cassete ao Rebenta a Bolha da Comercial [vá, uma vez tem piada] para as manhãs virem mesmo a ser melhorzinhas.

2016: quarta semana

Missões cumpridas:

– Trabalhei mesmo muito. Um passo mais próximo de um verão mais descansado que o último [espero].

Missões por cumprir:

– Eu quero o meu carro de volta – mas pelo menos já se deram como culpados e até lá tenho um carro de substituição.

– Exercício físico – afinal ainda não foi desta.

– Marcar um fim de semana de puro descanso.

À minha volta [as coisas em que mais penso / que mais me afetam]: “Eu compreendo e respeito a dificuldade que o senhor primeiro-ministro tem em libertar-se dos últimos quatro anos.” [Costa a Passos]  A nível pessoal, “carro” é mesmo a palavra da semana.

2016: terceira semana

Missões cumpridas:

– A impressora avariou e mantivemos a paciência possível: fizemo-nos valer da garantia. Temos uma substituta mas não é a mesma coisa.

– Mais uma semana sem andar com pezinhos de lã [apesar de estar a prever que qualquer coisinha vai servir para vir a dar BOOM!]: não tenho pachorra para algumas filosofias de vida, sobretudo quando interferem com a minha.

– Trabalhei muito.

– Comi fogaça no dia delas e levei uma aos meus pais.

– Estou a experimentar o Óleo Extraordinário da L’Oréal, desta feita em creme. Sabes que é capaz de passar a ser um dos teus melhores amigos quando, no dia em que não o usas, te perguntam o que se passou com o teu cabelo. Claro que tem de ser o dia em que encontras uma série de amigos com os quais não estavas há meses – e que portanto não estranham a habitual juba descontrolada. #youzz #youzzoleoemcreme

– Isto tudo para dizer que neste fim de semana consegui ir visitar os meus pais e estar com muitos dos meus amigos no Ribatejo.

– Fui votar.

Missões por cumprir:

– Eu quero o meu carro de volta. Eu quero o meu carro de volta. Eu quero o meu carro de volta.

– Exercício físico. Da próxima semana NÃO passa.

– Papelada. Papelada everywhere. [Dias de 30 horas precisam-se.]

– Ainda não fui buscar o meu Russian Red.

À minha volta [as coisas em que mais penso / que mais me afetam]:

Faleceu Almeida Santos. Tenho saudades do tempo em que me lamentava que ainda não havia substituto para o Lopetegui (Peseiro: really?). A impressora avariou mas a CMTV já dá. No debate dos 10 9 candidatos, [compreensivelmente] o discurso mais arejado foi o do Tino, com bonequinhos assumidos, sem espartilhos ou receios, e fechado a intrigalhadas [também te posso tratar por tu, Candidato Tino?]. Private joke da semana: “Ainda não fui atropelado.” Pela primeira vez não havia Baba de Cavalo no Cu da Mula (Golegã): quase tão trágico como estar constipada e não me apetecer revisitar o ano passado. Foi domingo de Eleições Presidenciais e temos um novo Presidente da República à primeira volta: Marcelo Rebelo de Sousa.

Bazinga!

É preciso ter sorte. Para chegar precisamente no momento em que alguém está de costas a contar uma mentira sobre nós. Valha-me a opinião que os outros já têm dela, mais o facto de esta nova eu, menos “pelos cabelos” e mais paciente, ter tido o discernimento de a interromper e corrigir com clareza, não deixando margem para dúvidas. Continue eu com a mesma dose de paciência, porque de certas pessoas já percebi que não posso esperar mais nada.

[Serei só eu que tenho de aturar mentiras gratuitas? É que para atingir um fim, não sendo desculpável, até é compreensível. Mas isto? Não.]