True Story

O senhor que cá veio trazer e montar o quarto novo já está há 2 horas a falar da Cartilha de João de Deus, enquanto o meu pai só diz “hm hm”, “pois”, “hm hm”, “é possível” e o Nuno me goza pelo telefone com “ofereçam-lhe uma cerveja” e “ou chocolates; chocolates há sempre”. Projecto concluído, que era bonito, 0%.

Seriously… I know weird people.

Cenas fenomenais

Fartei-me de rir com isto se calhar demasiado alto, mas tenho uma grande desculpa.

No Entroncamento, sendo este a magnífica terra dos fenómenos que é, resolveu-se que seria absolutamente normal vedar as passagens terrestres por entre as várias linhas ferroviárias e desviar os utentes da CP para as magníficas escadas que vos apresento abaixo [e que já instagramei há uns tempos]. Que bonito com chuva, com vento, com idade, com bagagens, com crianças, com carrinhos, com animais, com piada.

Os elevadores [vêem-se as portas em cada pilar branco] já estão a funcionar, é verdade, mas comprovo eu que, com bagagem, o espaço dá para umas 3 pessoas (podem sempre fazer o teste do mini e tentar ver quantas de facto lá cabem, mas não chegarão a uma conclusão melhor, vos garanto).

Isto tudo porque no outro dia, avisada, já estava de olho na porta do elevador quando saí da carruagem. Chegou primeiro uma rapariga, que quando me topou a apressar o passo, foi uma simpática e carregou no botão para reabrir as portas e esperou por mim. E lá fez conversa comigo, naquele tom simpático e despreocupado que devem reconhecer, de “saí da cidade e vim a casa ao fim de semana e portanto toda a gente aqui é a minha aldeia”. “Ainda bem que há o elevador, mas quando há muita gente, é impossível. Estas escadas são mesmo uma vergonha. Quer dizer, eu sou nova, não é, ainda aguento…” Aquela pausa, demasiado longa, a olhar para mim.

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