Terça-feira, Março 30, 2004
A trip down memory lane...
Foi com um destes que os meus pais se aperceberam que eu já conseguia juntar letras, palavras, frases.. Isto quando deram comigo deitada no chão, agarrada a um livro do Bolinha (na história em que ele mete a cabeça dentro da cabeça do leão, ainda me recordo), a rir à gargalhada. É talvez das minhas primeiras recordações de infância..
Achava.lhe um piadão. Tanto que uma vez não me pude conter quando vi a minha madrinha e o então namorado dela a chegar a minha casa com uma pantera cor.de.rosa enooooooooorme! Agora dá.me pelo joelho. É o tempo. E continua ela na minha casa. Apesar de hoje saber que tinha sido uma prenda dele (não me lembro do nome, não se pode ter tudo!) à minha madrinha Paula.
Não é lá grande coisa de se confessar, mas só via a Heidi por causa do cão. Não era um amor??!! =)
Assumidamente a minha fase rebelde, pós Heidi. O Conan é que estava a dar, mais aquela água toda. Não percebia nada do que ele dizia, lá tinha de me agarrar às legendas! A par desta tive outra fase rebelde, se assim se pode chamar: a fase dos Três Dukes! =P Devo ser das poucas meninas que em pequena se orgulhava de ter um carro igual ao dos Três Duques. Eheheh Para o que me havia de dar.. Agora é mais bolos!
Falando em canídeos.. Era perdida por este!! Marmaduke!!!! Até cometi a loucura de fazer um livro inteirinho com histórias criadas e desenhadas por mim! Naqueles tempos que perdíamos horas e horas entre lápis de cor e de cera, a tentar imitar "os grandes"..
O que eu gostava do chapéu do Calimero! =P E da Priscilla, a sua menina bonita.
E o Sport Billy e a mala maravilha??!! As vezes que eu me levantava cedo, pegava numas bolachas à pressa e me ia refastelar na sala, no vazio da manhã, a vê.lo.. (E mais uma vês, com um cão maravilha!).
Alguém se lembra do Ursinho Mischa? Sim, o dos Jogos Olímpicos, mas que para mim era o dos desenhos animados com um comboio.. Não sei se é de vir da Terra dos Combóios, mas o que eu adorava estes desenhos animados! =)
Acho que "Les Mysterieuses Cites D'Or" foi daquelas séries que marcou a minha passagem de criança.bebé para.. hmm.. criança em estado puro que já não berrava para ter os brinquedos. "Amanhã passamos cá!" - vocês também ouviam muito essa frase?
E mais.. muito mais mesmo, que não dá para condensar aqui. Era o Croquete e o Batatinha, a caderneta da Nancy (que completei), e tantos, tantos outros..
E quais são as vossas recordações de infância?
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Porque vale a pena rir de novo..
ALF: Willie, what's another word for beautiful?
Willie: Attractive.
ALF: What's another word for attractive?
Willie: Alluring.
ALF: What's another word for alluring?
Willie: Annoying.
ALF: What's another word for annoying?
Willie: ALF.
ALF: That doesn't work. It doesn't rhyme with "Oh, Baby."
(Conheço uma ou outra pessoa a quem este diálogo assentava que nem uma luva..)
*
Willie: You can't vote ALF, you're not a citizen.
ALF: I'll apply for a green card.
Willie: That's only if you want a job.
ALF: Pass... I know, I'll marry Lynn. Become a citizen. Vote, then drop her of like a hot potato.
Willie: ALF...
ALF: Sure it will be hard on her first. She'll cry, drink a little too much. Joins with a bongoplayer named Waquine.
Willie: ALF!
ALF: You'd like Waquine, he doesn't like beets.
Willie: Neither you or Waquine may marry my daughter, and you may not vote!
ALF: Fine! I have not voice in government, Waquine will get deported and they'll make him eat beets!!
Willie: How many cups of coffee have you had?
ALF: Fourty, why?
(As coisas não mudaram..)
*
E uma verdadeira pérola:
ALF: If you love something, let it go. If it comes back to you, it's yours. If it's run over by a car, you don't want it.
Mai Nada!
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Sábado, Março 27, 2004
O homem duplicado duplicado duplicado - Ou a Limitação dos Conceitos
Hoje chegou um novo inquilino. E fui eu que tive o prazer de o ir receber. Não sabia nada sobre ele, mas conhecendo o meu pai, esperava que fosse actual, sóbrio, de bom porte e desafiante. Qual não foi o meu espanto quando vejo "O Homem Duplicado", do Saramago. Não pelo autor, que já é, desde há muito, autor de referência para o meu pai, mas pelo facto de já ter visto o título nas minhas excursões pelo escritório da casa. Coincidência ou não, "O Homem Duplicado" vive agora em duplicado cá por casa. Eu tinha a certeza que já tinha visto o outro algures. Calcorreei todas as prateleiras. Desde aquela escondida pelas recordações de férias passadas, à mais a norte. E por onde passo me espreitam, altivos, os livros. Enquanto procurava, pensava nas ciladas em que a linguagem nos faz cair. Senti.me observada. Incrédula, fitei.a olhos nos olhos. Nathalie Sarraute, e o seu "O Uso das Palavras" adquiriam um novo significado para mim, subitamente tão claro. Peguei nela com todo o cuidado e sorvi.a com prazer. Em dez pequenos capítulos, dez grandes reflexões: Ich sterbe, Até breve, E porque não? Teu Pai. Tua Irmã, A palavra Amor, Estético, Meu rapaz, Que se há.de fazer? Ele é maluco?, Não me fale disso, Não compreendo.
"Era ao fundo de um cafezinho cheio de fumo, mal iluminado, provavelmente um bufete de caminho de ferro.. parece.me que se ouviam barulhos de comboios.. apitos.. mas pouco importa.. o que sobressai de uma bruma amarelada, é de casa lado da mesa duas caras quase apagadas e sobretudo duas vozes.. não as percebo também com nitidez, não seria capaz de reconhecê.las.. o que me chega agora são as palavras que essas vozes transportam.. e nem sequer as palavras exactamente, não as fixei.. mas isso também não tem a mínima importância, posso inventar facilmente palavras da mesma ordem, as mais banais que sejam.. daquelas que duas pessoas estranhas uma à outra possam trocar durante um encontro qualquer numa mesa de café.. é sobre o gosto daquilo que estão a beber.. uma laranjada ou então chá? ou sobre as vantagens e os inconvenientes das viagens de comboio, de avião.. ou sobre não importa o quê, eu deixo.vos, se quiserem, imaginar outras.. mas o que não vos posso deixar, o que nessas palavras me pertence por alguns instantes, o que me atrai, o que me arrelia.. é.. não sei.. é talvez essa imprexisão que elas dão.. de ligeireza.. elas parecem esvoaçar, aéreas.. dir.se.ia que o que elas trazem.. o gosto do xarope de romã, a fadiga das viagens do comboio.. o que se pode encontrar de mais banal, de mais modesto, de mais discreto, não as enche completamente, deixa nelas espaços vazios onde qualquer coisa que não pode encontrar o seu lugar em parte alguma , em palavra alguma, não foi prevista nenhuma para recebê.la.. qualquer coisa de invisível, de imponderável, de impalpável veio abrigar.se..
Essas palavras carregadas, dilatadas, flutuam, ligeiramente sacudidas, pousam.se suavemente, afloram apenas.."
São servidos?
E já agora.. Alguma vez tentaram definir para vocês próprios o conceito de Amor?
Nunca se sentiram frustrados pela limitação da Palavra face ao Sentimento?
Ainda é, para mim, a suprema. É uma honra, um orgulho e motivo de respeito para mim. E por isso escrevo.a, para não ficar dita ao vento: Amo.te, Nuno!
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Sexta-feira, Março 26, 2004
se querem igualdade..

Não sei porquê, chocou.me, assim que o vi numa montra no NorteShopping, ainda ontem. Até é bonito, confesso, mas parece.me demasiado óbvio.. Daqui a pouco vão vender telemóveis com colher e recipiente incorporados, para as papinhas dos bebés.. Feminismo ou teimosia? Nem eu sei. Mas para quando um telemóvel em forma de corpo feminino para os homens se deleitarem? Já agora, mais sugestões?
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Terça-feira, Março 23, 2004
Fear

Fear of seeing a police car pull into the drive.
Fear of falling asleep at night.
Fear of not falling asleep.
Fear of the past rising up.
Fear of the present taking flight.
Fear of the telephone that rings in the dead of night.
Fear of electrical storms.
Fear of the cleaning woman who has a spot on her cheek!
Fear of dogs I've been told won't bite.
Fear of anxiety!
Fear of having to identify the body of a dead friend.
Fear of running out of money.
Fear of having too much, though people will not believe this.
Fear of psychological profiles.
Fear of being late and fear of arriving before anyone else.
Fear of my children's handwriting on envelopes.
Fear they'll die before I do, and I'll feel guilty.
Fear of having to live with my mother in her old age, and mine.
Fear of confusion.
Fear this day will end on an unhappy note.
Fear of waking up to find you gone.
Fear of not loving and fear of not loving enough.
Fear that what I love will prove lethal to those I love.
Fear of death.
Fear of living too long.
Fear of death.
I've said that.
by Raymond Carver
Gosto muito deste poema do Carver. Por vezes a melhor forma de vencer os medos é mesmo enfrentá.los, disseram.me. Mas primeiro há que admiti.los, penso eu. E confesso que tenho um certo problema em admitir os meus medos.
Os meus medos. Ora bem.. se os tenho, é porque existe algo que amo. Que tenho medo de perder. Que tenho medo de falhar. Que tenho medo de nunca alcançar. Medos já tive muitos: de não saber brincar com os Lego, de nunca conseguir chegar ao armário de cima da cozinha, de não saber atar as sapatilhas, de não saber andar de bicicleta, de não conseguir comer a sopa toda, de não conseguir superar as expectativas dos meus pais, de ter o canto da boca sujo, de não passar, de não entrar para a universidade, de não saber conduzir, de me acharem confusa, de não acabar a universidade, de não arranjar emprego, de não me lembrar do sítio onde estacionei o carro, de não ter saúde, de não encontrar o Homem da minha vida, de ter a roupa do avesso, de não ter o suficiente para comer, de não viver num sítio seguro, de não poder confiar nas pessoas, de não acreditar em mim própria, de não ter vontade de sorrir, de me rir quando alguém faz ou diz um disparate à minha frente, de não me encontrar.
Já Sebastião da Gama é optimista. Demais? Demenos?
Pelo sonho é que vamos
Comovidos e mudos
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia- a- dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
Pelo sonho é que vamos.
Sebastião da Gama, 1953
É preciso ter fé.. É, sim senhor. Ou senhora? Enfim.. Adiante. É preciso acreditar. sonhar, ter coragem. Mas será a coragem a antítese do medo? "A linha entre a coragem e a inconsequência pode ser bem ténue.", dizia ele.
Então: Admitir. Reflectir. Agir.
Sou aqui. Não, não me enganei.. Não Estou somente, como que se a este mundo viesse só de passagem. Sou. Existo. Deixarei a minha marca. Sou Eu.
* Não ligue quem se perdeu.. As ideias são confusas, que eu bem sei. Era daquelas miúdas que fazia chavetas, asteriscos e outros que tais pelos testes fora.. E, admito, o meu pensamento continua didascálico. Mas é meu. ;) *
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Post it
Hoje foi dia de gazeta. Sempre acompanhada por ele, Nuno, e por ela, a Maldita Sinusite! Hmmm... Cheira.me a Revista! Enfim.. pormenores. Faustoso repasto na casa da Isa, já tinha o negro cobrido o céu. A Elma lá esteve, agarrada ao pc. O mystic lá esteve, agarrado ao telemóvel. O Black lá esteve, agarrado ao comando da tv (não te vi no puff, amigo!). O Dark_Sorcerer lá esteve, a garantir aos pais que estava bem e ainda ia hoje para casa. O [psicologo] lá esteve, de olhos postos nos gatos. A Pecola lá esteve.. e levou bolo! =P Foi pena foi a Elma ter revelado as nossas intenções, mas até a Wicca já nos tinha descoberto, sempre a tentar subir à mesa, para tentar apanhar os pseudo.aperitivos.. ser.lhe.iam demasiado familiares?! eheheh
O comentário da noite pertenceu sem dúvida à dona da casa (e perdoem.me se choco alguém, mas foi dito na maior das inocências, daí a sua piada): "Venham ver a rata da Ana!". E lá fomos nós.
Às vezes é com pequenas coisas que nos apercebemos da importância que temos na vida dos outros.. :) If u gotta live, live with a smile! ;)
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Domingo, Março 21, 2004
Pec @ Restaurante
Sábado, Março 20, 2004

Think?
Darkness Dust Shadows
Mere shadows among us.
"Ann? Ann who? Sam's wife? Tom's mother? Or the plump White Woman?"
What are we? Who are we?
Mere shadows among us.
The Adversary
Pitch-dark dusty illusory.
No one knows. Most Think they know.
But do they really?
Or do they Think what They tell them to Think?
Or do they just Think because it's nicer to Think?
Or do they just Think because it's easier than not thinking at all?
But
Who are we?
No one wants to know.
Copyright ©2004 Marta Alexandra Duarte aka Pecola
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Sexta-feira, Março 19, 2004
Noites bem passadas
Aqui, diante de mim, eu PECadora me confesso.. Tenho "postado" menos frequentemente que o habitual porque várias coisas me têm ocupado (caso não vos interesse os pequenos detalhes da minha vida privada, é favor passar à frente, deixando, no entanto, uma pequena contribuição monetária...).
- Ora foi a sinusite fluminante (ok, estou a exagerar, mas para quem adora a Primavera, o calor e o ar livre, isto não podia calhar em pior altura; se conhecerem um médico que me passe um atestado com validade indeterminada de graça.. o meu mail está ali ----> );
- Ora foi o jogo do Porto que nessa noite me ocupou as atenções (allez allez!!) - confesso que é um elogio que me enche a alma quando Mon Autre me diz que gosta de ver futebol comigo. Será por eu não perceber nada de futebol e assim ele conseguir ver desporto e comédia ao mesmo tempo, ou será mesmo pela minha companhia? hmmm.. é melhor ir pela segunda hipótese. ;) ;
- Já para não falar na noite de francesinhas, em excelente companhia, no Imperial. O Benfica lá ia marcando golos, mas com francesinhas daquelas quem ganhou fomos nós. olé!;
- Oh, e aquela noitada no recém.aberto Pippa's House, entre uma amena cavaqueira e um chouricinho assado - e amendoins, não esqueçamos os amendoins, cortesia da casa!! hmmm, que delícia!;
- E finalmente ontem.. Party @ Pecolândia! Suecada, vírcio, bebida e risada à mistura. Marcaram presença Blackie, Mystic, Simão, Elma, Isa, Killer, Liliana, Solid, Mon Autre e eu (acho);
Estive longe, mas estive bem. Agora com licença, que vou ler os meus blogs preferidos.. :)
P.S. Vou passar o final do Dia do Pai com papys aqui mesmo, em Braga! =)))
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Quarta-feira, Março 17, 2004
sentada sobre um mundo novinho em folha

by Van Gogh
Respiro ao abrigar.me na livraria, mas por pouco tempo: mesmo ao meu lado, com a mais tranquila irresponsabilidade, Nídia abafa dois livros. Vejo.a enfiar pelo decote volumoso romance e, não tarda, mete nas calças, à retaguarda, um atlas. Assusto.me da imprudência: ficou com o traseiro rectangular, acabará por ser notado, nada mais espantoso que esse quadrilátero posterior na multidão de cus redondos. Já não falando na ficção do peito. Mas ignora.me e lá vai... Desloca.se brandamente, costas coladas aos escaparates, alcança a porta, sai em marcha atrás. Vence trinta metros de perigo até exilar.se num banco do jardim, sentada sobre um mundo novinho em folha.
Atardo.me simulando interesse por livres que nem vejo, procuro amansar os nervos, o escândalo apavora.me. No banco do jardim está agora qualquer pessoa normal, encontrarei minha mulher espernegada sobre o capot do carro, estudando geografia, mapa da Ásia.
eram estas as (minhas) Histórias do Fim da Rua de Mário Zambujal.
onde vai a minha infância..
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Domingo, Março 14, 2004
THE DAY WILL COME

January 1, 2000, got up about 11 a.m.
No hangover whatsoever
the rains had stopped, sun glowing
The wind pushing the clouds by like speeding cars
The hills behind the house shining white green
Took a short walk while the others still slept
And while I was out walking
the wind spoke to me for the first time in a long long while
She said everything is gonna be alright
everything is gonna stay all-right
Long past flow
The time has come when you just don't know
I can see it in your eyes, they who tell me so
You're angry and surprised at the way things go
So this is the maddest that you've ever been
And this is the saddest that you've ever been
Ha you ain't no preacher that can rap on the scene
About the visions that he has of the crap that he's seen
Now the only solution is to be your self
And the only conclusion is to harm no one else
With the intrusion of the bitches that are after you
You're weakened by the treasons that they put you through
They work across others, devise great plans
Demand blood brothers,
seek higher hands to conquer higher lands
Because they can
We only got one chorus
for this situation is a first time for us
Pure love, pure hate, pure destruction, pure creation
Long past flow
The time has come when you just don't know
I can see it in your eyes, they who tell me so
You're angry and surprised at the way things go
So this is the maddest that you've ever been
And this is the saddest that you've ever been
Ha you ain't no preacher that can rap on the scene
About the visions that he has of the crap that he's seen
I'm all alone in a strange place
I hear nothing not a single voice
I'm the boy in the land of shadows
I'm the boy in the land of shadows
Still misunderstood, still misunderstanding
I'm the boy in the land of shadows
At first panic, then just peace
Like a warm wet mother enveloping her life
then taking it away forever
then taking it away forever
Long past flow
The time has come when you just don't know
I can see it in your eyes, they who tell me so
You're angry and surprised at the way things go
So this is the maddest that you've ever been
And this is the saddest that you've ever been
Ha you ain't no preacher that can rap on the scene
About the visions that he has of the crap that he's seen
But you're certain you can wait for the day will come
when the scum of the earth will run
from the one their master shuns,
and their master will strike back,
unaware of the fact that the others that had stayed back
had in numbers increased the pack,
now were enemies, venomous, felonies
to a master at unease in a scene that's diseased
by Primitive Reason
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Sexta-feira, Março 12, 2004
De facto, os últimos acontecimentos levantam uma série de questões políticas, religiosas, culturais, sociais e éticas. Como falar do impronunciável? Que imagens seleccionar, quem entrevistar, que espaço lhe dedicar?
O assunto esgota.se em conversas, entrevistas, páginas, links, blogs.
Como explicar o inexplicável? Quantos debates, quantas testemunhas, quantas pesquisas mais?
Como, acima de tudo, deixar de alimentar este buraco negro jornalístico que, indiscriminadamente, tudo consome e destrói, permitindo, na minha opinião, a propagação dO grande e aterrorizador buraco negro?
Orson Welles disse, em "O Mundo A Seus Pés" (título original: "Citizen Kane"): "People will think what I tell them to think".
Será? E se foi? Não sei.
Só sei que tenho medo.
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Quinta-feira, Março 11, 2004
Obrigada, Meiekita!

Volta depressa, para mais trenguice pura!
A boa conversa, o petisco e os doces deixaram recordações e fazem adivinhar saudades. =)
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Domingo, Março 07, 2004
€=$
Sábado, Março 06, 2004
(s)tripping down - a bare poem *
I see the eyes.
the eyes of others (you)
of You
of Me.
I run
I hide
and then again
no.
A half.hidden Me searching for a half.trusty you.
protecting You
who are not you.
the toy you left behind makes me
touch the ground,
taste it with my own hands,
see it with my own mouth,
hear it with my own eyes..
and still I rise
and show myself.
The real in me is but the dream in you.
Copyright ©2004 Marta Alexandra Duarte aka Pecola

in http://www.thehendricksongroup.com
* Este vai mesmo dedicado a quem não o entender, pela inspiração.
Já agora, leiam Maya Angelou. A causa dela é outra, mas a força que imprime é universal.
E assim "me aconteceu um poema".
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Sexta-feira, Março 05, 2004

Reaprender a andar
Moisés e Evangelista durante uma aula de fisioterapia.
Hospital Militar de Coimbra, 2000
Esta imagem faz parte da foto.reportagem Com o Olhar Levantado, de Rui Xavier, encontrada no site da Visão.
disponibilidade
ao nascer do sol levantam.se os soldados
para fazer a guerra. levantam.se as lavad
eiras para lavar a roupa dos soldados. le
vantam.se os sapateiros para fazer as bo
tas dos soldados. levantam.se os carcerei
ros para vigiarem os soldados presos. lev
antam.se os enfermeiros para tratarem do
s soldados doentes. entretanto o sol vai
alto correndo o céu e preparando.se para
depois declinar. quem ainda não se levan
tou deita a cabeça de lado e vê o céu da
cama. cala.se ou dão.lhe remédio para que
se cale. e se encosta as mãos ao corpo,
pode suceder às vezes que o não encontre
Alberto Pimenta
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Quinta-feira, Março 04, 2004
FNAC
Fui com o Nuno, mas voltámos para casa acompanhados. Veio o Alberto Caeiro, na sua totalidade universal.
Veio o Álvaro de Campos, nas suas vestes futuristas.
O Ricardo Reis ficou na prateleira, entretido com a Lídia.
Veio
tam
bém o
labirín
tico
Al
berto
Pim
enta
.
E (quem diria?), "Linguagens Web - Sintaxe completa de oito linguagens de programação para internet". Bom, já sei línguas mortas, capitalistas, pan-europeias.. por que não ASP, HTML ou JAVA?
Ah! It's good to be back.
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Segunda-feira, Março 01, 2004
Pegadas
Depois da casa limpa e arrumada, lá fomos ver o "Paycheck". O filme, claro, que ainda não é dia 23 (infelizmente..). Gostei do enredo, embora às vezes me parecessem demasiadas coisas a chover em catadupa porque o tempo era pouco.. Concordo com o Nuno, quando disse que era muito "Minority Report". Nada de positivo ou negativo, apenas uma comparação, até porque o John Woo parece estar (cada vez mais) em todas.
Hora de correr, que as férias já acabaram. :) Logo deixo a foto da noite de sábado. Alguém sabe quanto custa revelar uma foto dum Nokia 3200? =P
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